Nova regra de transição para se aposentar pode beneficiar jovens

Uma nova regra de transição negociada pela Câmara dos Deputados com o governo poderá atenuar o impacto da reforma da Previdência, oferecendo vantagens até para trabalhadores com 30 anos de idade.

A ideia é criar uma fórmula com idade mínima progressiva para aposentadoria, a partir de 55 anos para mulheres e 57 para os homens, até atingir os 65 anos que a proposta original apresentada pelo presidente Michel Temer estabelece como requisito para todos os trabalhadores.

Além de atingir a idade mínima, o trabalhador teria de pagar um pedágio, contribuindo para a Previdência por mais tempo. Como a Folha informou, uma proposta em estudo prevê pedágio equivalente a pelo menos 30% do tempo que falta para se aposentar pelas regras atuais.

A proposta original do governo Temer, que foi muito criticada, prevê uma regra de transição mais abrupta, com pedágio equivalente a 50% e apenas para mulheres com 45 anos de idade ou mais e homens com 50 ou mais.

Uma mulher com 44 anos e 11 meses, por exemplo, teria que seguir integralmente as novas regras, enquanto outra, apenas um mês mais velha, com 45 anos, seria beneficiada pela regra de transição e poderia se aposentar antes de atingir a idade mínima.

Ao incluir mais trabalhadores, a nova regra de transição poderá ser benéfica para os excluídos pela proposta original, mais jovens, mas pode dificultar o acesso à aposentadoria para aqueles que estão mais próximos dela.

Além de definir o patamar da idade mínima progressiva, o governo também discute a velocidade dessa progressão. Uma das opções em estudo é aumentar a idade mínima em um ano a cada dois anos, mas ainda precisaria ser decidido se homens e mulheres chegariam aos 65 anos ao mesmo tempo ou se as mulheres chegariam mais tarde.


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